domingo, 9 de novembro de 2008

UMA RELAÇÃO DE AMOR

Uma relação de amor. É assim que defino o que tenho vivido com você hoje.
Sinto saudade e ansiedade. Crio expectativas. Sofro com as decepções. Tenho vontade de gritar, de acender um cigarro, mesmo não sendo fumante. Também quero sentar, chorar e ficar parada olhando para o nada simplesmente buscando entender o que está acontecendo.
Me pergunto porque tantas coisas fogem ao meu controle e porquê não posso resolver tudo ou pelo menos parte daquilo que parece estar resolvido ou encaminhado.
Não pensei que fosse me apaixonar por você desta maneira, aliás, depois de ter lhe conhecido, talvez eu saiba exatamente o que é paixão.
Era incerto, ainda assim, arriscadamente, decidi te aceitar e me envolver. Foi então que descobri a satisfação e o prazer de fazer o que gosto sem me preocupar com o tempo.
Não consigo listar os momentos felizes ou de anseios e a sensação de impotência quando não posso acelerar o tempo. Ou quando algo que eu gostaria e acredito que seja certo, não acontece.
Tentando me defender deste envolvimento, por algum tempo, me prendi a teorias, no entanto continuava atraída, e usava esta mesma teoria como força e escudo para resistir à atração.
Certo dia questionei: “Do que estou me defendendo, se avalio que isso é tudo o que quero de fato para a minha vida?”
Então me desarmei, e me entreguei. Logo encontrei todo sentido para o meu crescimento.
Quando olho para trás percebo que o ser humano é uma estrada com curvas infinitas os quais posso trilhar.
E neste percurso pude te conhecer, Psicologia.

domingo, 7 de setembro de 2008

Eu tenho que fazer terapia?

Ao pensar em terapia, geralmente ocorre uma junção de conceitos pré-estabelecidos, ou não, de que fazer uso deste serviço é “coisa para louco” ou para “elite”.
Muito mais amplo do que se percebe, a terapia tem em si elementos cruciais para reflexão de valores, conceitos, emoções e bloqueios que mal solucionados podem se misturar, criando conflitos e trazendo prejuízos para o âmbito pessoal, profissional e social. No momento em que esse prejuízo é observado, e faz-se necessário investigar os recursos para sua resolução, entende-se a importância da terapia.
Ciente de que já não é mais viável caminhar sem alguma intervenção, o cliente procura por alternativas que o auxiliem. Abre-se, então, uma nova porta quando este busca informações sobre terapia e sua forma de aplicação. No entanto, a novidade desperta curiosidade, receio e resistência.
Os Psicólogos se baseiam em diversas teorias, sendo assim, também são diversas as formas de aplicar a terapia.
A terapia breve, por exemplo, tem como objetivo trabalhar uma queixa específica em um número de sessões pré-estabelecidas mediante um contrato inicial. É semelhante à orientação vocacional, que irá tratar da questão da escolha profissional sem abordar outros temas.Ela é realizada em média no prazo de doze sessões, distribuídas ao longo de três meses. Caso o cliente entenda a necessidade de dividir com o profissional outros conceitos de ordem pessoal e com maior profundidade, este estabelece um novo contrato e inicia-se uma terapia com prazo indeterminado.
A terapia não só proporciona benefícios ao cliente, mas também pode ser vista como uma fonte de enriquecimento para o profissional.
Imagine o terapeuta como um estrangeiro em país desconhecido, o país do cliente, a própria vida deste. O cliente, então, dá ao terapeuta a honra de guiá-lo por este país, estabelecendo uma relação plena de confiança e fazendo a mais profunda aproximação de seu conteúdo. O que é de extrema valia para todo o processo. Afinal o cliente é o especialista de sua própria vida e cabe ao terapeuta conscientiza-lo disto.
A terapia oferece ao cliente esta nova consciência e a conquista da autonomia sobre suas ações e demais questões que antes o angustiavam, tornando-o assim seu próprio terapeuta.
Ao terapeuta, proporciona crescimento, reflexão e transformação.
O profissional também é constituído por valores, conceitos e emoções, e não é seu objetivo sustentar ou defender a neutralidade diante do cliente, mas sim, acolhe-lo, estar ao seu lado, se tornar testemunha, permitindo que este seja o protagonista da sua história.

sábado, 16 de agosto de 2008

A dinâmica da paixão para o amor.

Sentenciar o amor ou enumera-lo parece ser muito simples, não mais como um sonho, o lindo ato de amar torna o indivíduo um ser elevado ao extremo, ou um pobre vagabundo desconectado do universo.
A paixão nasce como um afeto íntenso, um desejo ardente... e como um furacão vai se transformando em um entusiasmo louco e frenético que queima até a alma e o objeto de atenção torna-se vicíoso.
Nobre ou insano sentimento? Não importa! Essa é a dinâmica da paixão que segue seu trajeto para o amor. O amor por sua vez é um instrumento que faz o corpo vibrar, o pulsar do coração no estado de amorosidade produz um som que atinge o mais profundo da alma.
O ser humano percebe-se em determinado momento assustado em se vê nesta condição, como manuziar tais sensações sem se perder ou sem se enaltecer demasiadamente? O amor é feito de ambiguidades não se pode negar e o Homem está inserido nela e ela ao Homem, portanto, assim como o amor tem em si o excitante prazer dos sentidos; compassivo e absoluto remetendo o indivíduo a devaneios imensuráveis, cada um pode se permitir viver e existir magestosamente este grande sentimento mesmo o maior dos princípes ou o menor dos vagabundos!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

RESPONSABILIDADE SOCIAL

O que vem ocorrendo nos últimos tempos no Brasil provoca preocupação, crimes estrondosos, seqüestros e corrupções nos remete a pensar qual é o verdadeiro papel de cada sujeito, dentro da sociedade.
Um crime hediondo como ocorreu com a menor Izabella, acontece diariamente, no entanto, quando este tipo de crime explode, na conhecida " classe média " surgi uma comoção coletiva. O indivíduo pobre comete um crime e a própria pobreza justifica o ato, quando ocorre em outras classes sociais nos remente a pensar que pode haver um criminoso ao lado, atuando como vizinho. E como justificar esse cruel horror quando o sujeito em questão possuí curso superior? casa própria e emprego fixo? Entrega-se a responsabilidade nas mãos de quem? Onde encontrar justificativas?
A excêntrica família brasileira se desespera, é preciso haver informação, é preciso adquirir consciência para se obter o equilíbrio necessário entre a realidade e os devaneios assombrosos que impede o crescimento humano. As angústias, estress e ansiedade do cotidiano pode transformar-se em uma doença insolúvel.
A responsabilidade social, é uma prática árdua, penoza e mensurável que precisa ser aplicado primeiramente em cada indivíduo para depois expandir para o ambiente externo. Essa responsabilidade social não é apenas uma doação, é o doar-se dando o melhor de si. Muito simples discutir, avaliar e condenar aqueles que perderam o discernimento, porém, o que fazer para prevenir novos ataques de violência entre seres iguais?
Pode-se partir do princípio que todo o cidadão brasileiro possuí sua parcela de culpa quando notícia-se determinada catastrófe e que é preciso cada uma à seu jeito com os instrumentos que dispõe fazer a diferença, a comoção coletiva precisa gerar em torno da vida e essa é responsabilidade social que cada indivíduo deve assumir para si, independemente da condição social, pois como têm-se visto o desequilíbrio emocional não escolhe cor, raça, religião ou classe social.