domingo, 9 de novembro de 2008

UMA RELAÇÃO DE AMOR

Uma relação de amor. É assim que defino o que tenho vivido com você hoje.
Sinto saudade e ansiedade. Crio expectativas. Sofro com as decepções. Tenho vontade de gritar, de acender um cigarro, mesmo não sendo fumante. Também quero sentar, chorar e ficar parada olhando para o nada simplesmente buscando entender o que está acontecendo.
Me pergunto porque tantas coisas fogem ao meu controle e porquê não posso resolver tudo ou pelo menos parte daquilo que parece estar resolvido ou encaminhado.
Não pensei que fosse me apaixonar por você desta maneira, aliás, depois de ter lhe conhecido, talvez eu saiba exatamente o que é paixão.
Era incerto, ainda assim, arriscadamente, decidi te aceitar e me envolver. Foi então que descobri a satisfação e o prazer de fazer o que gosto sem me preocupar com o tempo.
Não consigo listar os momentos felizes ou de anseios e a sensação de impotência quando não posso acelerar o tempo. Ou quando algo que eu gostaria e acredito que seja certo, não acontece.
Tentando me defender deste envolvimento, por algum tempo, me prendi a teorias, no entanto continuava atraída, e usava esta mesma teoria como força e escudo para resistir à atração.
Certo dia questionei: “Do que estou me defendendo, se avalio que isso é tudo o que quero de fato para a minha vida?”
Então me desarmei, e me entreguei. Logo encontrei todo sentido para o meu crescimento.
Quando olho para trás percebo que o ser humano é uma estrada com curvas infinitas os quais posso trilhar.
E neste percurso pude te conhecer, Psicologia.

Um comentário:

Daniel disse...

Poxa, é tão bom ter o privilégio de acertar na profissão né?!

Percebo que muitas pessoas não tiveram essa sorte de se enquadrar tão perfeitamente em sua própria vocação, e você Elô, se enquadrou.

Parabéns pelo que conquistou e pelo texto que ficou maravilhoso.

Beijossss
Daniel